CID A90 Dengue [dengue clássico]
CID A90 é o código CID-10 para Dengue [dengue clássico], categoria do capítulo I (Algumas doenças infecciosas e parasitárias), grupo A90–A99. Códigos relacionados do mesmo grupo: A91, A92, A93, A94, A95. Esta categoria não tem subcategorias na CID-10.
Código excluído na revisão da CID-10
O Ministério da Saúde publicou o código A90 na lista de códigos excluídos da CID-10, versão 2019/2020, divulgada pelo Centro Colaborador Brasileiro para a Família de Classificações Internacionais (CC-BR-FIC).
Esta página continua publicada porque prontuários, laudos, atestados, guias e sistemas anteriores a essa revisão registram este código, e quem encontra A90 num documento antigo precisa saber o que ele significa.
A mesma lista oficial traz, para A90, os seguintes códigos novos: A97 Dengue, A97.0 Dengue sem sinais de alerta, A97.1 Dengue com sinais de alerta, A97.2 Dengue grave, A97.9 Dengue, não especificada.
Notificação e registroSIGTAP
Dengue, CID A90, consta como agravo de notificação compulsória na tabela do SIGTAP. A ocorrência deve ser comunicada à vigilância epidemiológica. Confira sempre a Lista Nacional de Notificação Compulsória vigente.
O que é a dengue
Segundo o Ministério da Saúde, a dengue, CID A90, “faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes”, e “No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti”. A mesma página registra que “Os vírus dengue (DENV) estão classificados cientificamente na família Flaviviridae e no gênero Orthoflavivirus” e que “Até o momento são conhecidos quatro sorotipos”, DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4, “que apresentam distintos materiais genéticos (genótipos) e linhagens”.
Sobre o quadro, a mesma página registra: “A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada”. Os sinais e sintomas que ela lista como mais comuns, na ordem e na grafia dela:
- Febre alta
- Dor de cabeça e/ou atrás dos olhos
- Enjoo
- Moleza
- Dor nas articulações
- Manchas vermelhas no corpo
Sobre quem corre mais risco, o Ministério da Saúde registra, na grafia da própria página, que “Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém indivíduos com condições preexistentes com as mulheres grávidas, lactentes, crianças (até 2 anos) e pessoas > 65 anos têm maiores riscos de desenvolver complicações pela doença”.
Sobre a transmissão, a mesma página registra que o vírus “pode ser transmitido ao homem principalmente por via vetorial, pela picada de fêmeas de Aedes aegypti infectadas”, e que “Transmissão por via vertical (de mãe para filho durante a gestação) e por transfusão de sangue são raros”.
Sobre tratamento e prevenção, o Ministério da Saúde registra que “Ainda não existe tratamento específico para a doença”, que “O tratamento é baseado principalmente na reposição de líquidos adequada” e que “Em 21 de dezembro de 2023, a vacina contra dengue foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS)”.
Sinais de alarme
Segundo o Ministério da Saúde, na dengue “Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo”, e esses sinais “indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias”.
A lista que a mesma página publica sob o título “Sinais e sintomas de alerta para dengue grave”, na ordem e na grafia dela:
- Dor na barriga intensa
- Vômitos frequentes
- Tontura ou sensação de desmaio
- Dificuldade de respirar
- Sangramento no nariz, gengivas e fezes
- Cansaço e/ou irritabilidade
Sobre a evolução, o Ministério da Saúde registra que “A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito”, e que “A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde”.
Entre os cuidados que a mesma página lista para quem está em casa, o Ministério da Saúde registra: “Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de pelo menos um sinal de alarme”
O que a tabela CID-10 registra sob A90
Na tabela CID-10 do DataSUS, A90 é a categoria “Dengue [dengue clássico]”, dentro do grupo A90-A99, “Febres por arbovírus e febres hemorrágicas virais”. O colchete com o segundo nome é da própria tabela. A90 não tem subcategorias, e sob ela a tabela publica um bloco de exclusão com uma entrada, na grafia dela: “febre hemorrágica devida ao vírus do dengue (A91)”.
A categoria A91, “Febre hemorrágica devida ao vírus do dengue”, é a outra ponta dessa exclusão.
As outras febres transmitidas por mosquitos ficam em categorias próprias do mesmo grupo, na ordem e na grafia da própria tabela:
Dengue (CID A90): 3 agentes na LDRT e no Decreto 3.048/1999
Dengue, CID A90, consta nas Listas A e B da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). A Lista A associa a este código 1 agente ou fator de risco.
O mesmo código consta nas Listas A e B do Anexo II do Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999, associado a 2 agentes ou fatores de risco.
Estas listas são normas de referência e falam sobre o código, não sobre um caso. Constar nelas não estabelece que a doença de uma pessoa teve origem no trabalho: a caracterização do nexo entre a doença e o trabalho é feita em avaliação individual.
Fonte do dado deste bloco:
Dengue (CID A90): 5 procedimentos do SUS
O vínculo acima é o que consta na tabela de procedimentos. Ele não esgota as regras de registro de cada procedimento, que o SIGTAP publica em tabelas separadas, como as de compatibilidade, de habilitação e de ocupação.
Não confunda com
- A91febre hemorrágica devida ao vírus do dengue
Códigos com os mesmos procedimentos do SUS
1
Ligados pelo procedimento Teste rápido de dengue ns1, da tabela SIGTAP.
- A91 Febre hemorrágica devida ao vírus do dengue
Códigos de A90–A99: Febres por arbovírus e febres hemorrágicas virais
9
- A91 Febre hemorrágica devida ao vírus do dengue
- A92 Outras febres virais transmitidas por mosquitos
- A93 Outras febres por vírus transmitidas por artrópodes não classificadas em outra parte
- A94 Febre viral transmitida por artrópodes, não especificada
- A95 Febre amarela
- A96 Febre hemorrágica por arenavírus
- A98 Outras febres hemorrágicas por vírus, não classificadas em outra parte
- A99 Febres hemorrágicas virais não especificadas
- A97 Dengue
Também buscado como
Áreas que listam este código ou a categoria dele
A escolha do código apropriado depende sempre do diagnóstico específico feito por profissional habilitado.
- Infectologia Especialidade
Saiba mais sobre CID A90
Perguntas frequentes
O CID A90 tem subcategoria de quarto caractere?
Não tem. Na tabela CID-10 do DataSUS, A90 é a entrada mais específica publicada para Dengue [dengue clássico]: a categoria de três caracteres não se desdobra em subcategorias, e não há código de quatro caracteres começado por A90 na tabela.
Em qual capítulo do CID-10 está o código A90?
O código CID A90 pertence ao capítulo I do CID-10, intitulado Algumas doenças infecciosas e parasitárias. Dentro desse capítulo, o código integra o grupo A90-A99, agrupando categorias com temática clínica próxima. A hierarquia capítulo, grupo e categoria segue o padrão oficial da Organização Mundial da Saúde reproduzido pelo DataSUS.
Acima, o CID A90 fica registrado com a descrição Dengue [dengue clássico], integrante do capítulo I (Algumas doenças infecciosas e parasitárias) da tabela CID-10 mantida pelo DataSUS. A ficha existe pra dar resposta rápida sobre o código quando ele aparece em atestados, laudos, prontuários e auditorias internas de operadoras de saúde. A leitura não dispensa avaliação por profissional habilitado nem fornece conduta clínica. Use o bloco de texto pronto acima quando precisar copiar o CID A90.
- Fonte: Ministério da Saúde, CC-BR-FIC, lista de códigos da CID-10 versão 2019/2020
- Fonte: SIGTAP / DataSUS, competência 2026/08
- Fonte: Ministério da Saúde, página Dengue, Saúde de A a Z.
- Fonte: tabela CID-10, grupo A90-A99 (DataSUS / CBCD).
- Fonte: SIGTAP / DataSUS, competência 2026/09
- Fonte: Tabela CID-10, notas de exclusão (DataSUS / CBCD)
Responsável técnico: Leonardo Batistela Romeiro, Médico, CRM-SP 259.558.